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Quer começar no kitesurf? Veja algumas dicas da bicampeã mundial Bruna Kajiya

“Ir numa escolinha de kite que tenha instrutores certificados pela International Kiteboarding Organization (IKO) garante um bom nível de treinamento e de segurança. Depois, é só se dedicar. Não é necessário tanta força quanto se pensa e é muito divertido praticar o kite”, comenta. Outra dica de Bruna pode animar você: o Brasil é o melhor lugar do mundo para a prática do kitesurf. “O Nordeste brasileiro é um dos melhores lugares do mundo. Vou muito pra Cumbuco, que fica ao norte de Fortaleza, mas toda aquela costa é muito especial. O esporte vem crescendo muito nessa região e nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro”. Campeã mundial em 2009 e 2016, Bruna vê diferenças entre seus dois títulos. O primeiro, fruto de muito treino e dedicação, tornou-se uma obsessão para a atleta. A intensidade da rotina envolveu períodos de muito stress e até momentos em que a exaustão física e mental acarretaram em overtraining, fadiga gerada pelo esforço excessivo. Já em 2016, a maturidade da disputa de competições anteriores e o fato de estabelecer objetivos claros fizeram com que o título viesse de forma mais tranquila. “Meu ano foi equilibrado. Eu sabia o que eu tinha que fazer e como eu devia fazer. Eu fiz tudo com calma e curti muito o título. Cheguei no final de 2016 feliz e já pensando no próximo ano”, destaca.

E 2017 já começou com bons resultados: a brasileira garantiu o título do Mondial du Vent, etapa mais tradicional do tour realizada em Leucate, na França. A consequente liderança do ranking do campeonato mundial mostra que o tricampeonato é um dos objetivos de Bruna no ano. Mas metas pessoais também fazem parte dos planos da atleta. “Quero ajudar o kite feminino para que ele atraia ainda mais atenção e siga crescendo. Também estou treinando uma nova manobra que, quando eu executar, vai ser a primeira realizada por uma mulher”.

Bruna Kajiya agora segue para uma participação em uma modalidade com obstáculos no Triple S, um dos grandes eventos do calendário do kite nos Estados Unidos. Depois, o destino é a Alemanha, para o maior evento do tour da World Kiteboarding League (WKL). Os dois com o objetivo de conquista de título. Para uns pode ser muito… Mas quem vai discordar dela?